Fiocruz Ceará realiza oficina de monitoramento do Planejamento Estratégico 2024–2040

A Fiocruz Ceará promoveu, nos dias 7 e 8 de abril de 2026, uma oficina para o monitoramento do seu planejamento estratégico, reunindo a comunidade para avaliar avanços, alinhar diretrizes e projetar os próximos passos da instituição no estado.

Carla Celedonio, coordenadora da Fiocruz Ceará, conduziu a abertura da atividade, destacando a importância do planejamento para consolidar a instituição como referência em ciência, tecnologia e inovação em saúde na região. “A Oficina de Monitoramento do Planejamento Estratégico 2024-2040 é uma oportunidade de revisitar e refletir coletivamente sobre os desafios e avanços da instituição”, considera. Um dos pontos centrais da manhã foi a apresentação “Fiocruz Ceará: âncora científica e tecnológica do Distrito de Inovação em Saúde do Estado do Ceará”, também conduzida por Celedonio, que reforçou o papel estratégico da instituição no desenvolvimento regional e na articulação entre formação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, inovação e políticas públicas.

Fabio Lamin, Coordenador-Geral de Planejamento Estratégico da Fiocruz (Cogeplan), que participou de todo o processo de construção da iniciativa, destacou a oficina como uma etapa importante no planejamento da Fiocruz Ceará. “Chegar até aqui, com o apoio da comunidade, é resultado de um trabalho árduo de mobilização. Sabemos que este processo está sendo muito bem preparado, pensado e conduzido por toda a equipe. Tem sido muito bom participar desta iniciativa que já surge como um sistema fortalecido e autônomo”, enaltece.

Ana Claudia Penna Vasques assumiu recentemente a Coordenação de Planejamento (Coplan) da Cogeplan e acompanhou o processo na Fiocruz Ceará através de reuniões e visitas técnicas. “Parabenizo a unidade por esse trabalho. Estamos em processo de reestruturação na Cogeplan e sugiro apresentar essa experiência de vocês, como boa prática a ser disseminada nas outras unidades”. A coordenadora de planejamento acrescenta que, nesta fase de monitoramento, é necessário trazer as ações para o dia a dia e acompanhar como esse desdobramento irá impactar as ações na prática. “O planejamento estratégico tem que ter esse alinhamento entre a execução e os resultados. Dessa forma, a programação será mais consistente e realista, pois as ações terão consequências diretas”, defende.

Ana Claudia reforçou ainda a importância de fortalecer o Sistema de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE). “Nossa intenção é que as equipes de planejamento assumam um papel de liderança no planejamento nas suas unidades. Acompanharemos de perto para oferecer o suporte necessário, capacitar e aprender com as melhores práticas. Nosso objetivo é alcançar um nível de estabilidade e disseminar os aprendizados sobre planejamento”, ratifica.

Cláudia Martins, coordenadora de Cooperação Técnica da Cogeplan, parabenizou a unidade pelo trabalho e destacou a relevância do encontro. “Chega o momento em que o planejamento precisa desse acompanhamento. Todo este processo não é e nem pode ser estático, mas carece de revisão para verificar se estamos no rumo certo. Nesta etapa fazemos o alinhamento com a prática do dia a dia e resultados que queremos entregar”.

Na sequência, Carlos Reis, Coordenador de Desenvolvimento Institucional da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), fez uma retrospectiva da metodologia utilizada na elaboração do Planejamento Estratégico Fiocruz Ceará 2024-2040, perpassando as 7 etapas metodológicas e destacando, entre outros aspectos, ter sido um processo participativo, pragmático e dinâmico, enfatizando assim a relevância da realização da etapa de monitoramento.

O coordenador de Gestão e Desenvolvimento Institucional (CGDI) da Fiocruz Ceará, Bruno Carvalho, apresentou o histórico do Planejamento Estratégico da instituição, desde o processo de identificação dos parceiros (como Ensp, Cogeplan/Presidência e Fiocruz Brasília – Gereb), passando pela construção dos papéis e responsabilidades de cada um no processo, até o resultado com a Missão, Visão, Valores redefinidos e dos 06 Objetivos Estratégicos, além de destacar, também, que esta etapa prioriza revisitar atividades, tarefas, prazos e responsáveis. “Não queremos que este Planejamento Estratégico fique parado apenas na etapa do plano, mas sim uma ferramenta que garanta avanço no nosso trabalho. Por isso, o monitoramento é uma etapa fundamental, pois permite acompanhar resultados, avaliar avanços e promover os ajustes necessários, garantindo que o planejamento se traduza, de fato, em melhorias concretas para o nosso trabalho institucional.

Bruno explicou para a comunidade presente os avanços que ocorreram desde a oficina de março de 2024 em relação à metodologia de monitoramento interno (monitoramentos parciais) que iniciou por um modelo de plano até chegar no desenvolvimento, pela CGDI e equipe de Planejamento da Fiocruz Ceará, de um aplicativo que irá ajudar durante o processo do Planejamento Estratégico, inclusive do monitoramento. “O aplicativo nos dará maior dinamismo, transparência e rastreabilidade. Saímos das planilhas para um aplicativo online que irá nos proporcionar ainda mais efetividade, maior engajamento e usabilidade, além de contribuir para o amadurecimento institucional”, avalia.

Tecnologia e transparência

À tarde, as atividades foram retomadas no miniauditório com foco no monitoramento. Luciana Serafim e Fátima Sales, da equipe de Planejamento da Fiocruz Ceará, falaram sobre como os Objetivos Estratégicos vêm sendo trabalhados desde as oficinas em 2024, e sobre a implementação de monitoramentos parciais do plano pela equipe de planejamento. Em seguida, apresentaram o aplicativo desenvolvido na CGDI, demonstrando suas principais funcionalidades, e citando os principais ganhos de sua implementação: maior agilidade, transparência, padronização e efetividade na gestão estratégica. “O objetivo é trazer as trabalhadoras e trabalhadores da Fiocruz Ceará para mais perto da Gestão”, considera Fátima Sales. Carla Celedonio enalteceu a iniciativa e destacou que o aplicativo vai facilitar muito o trabalho, “além de ser um caso de sucesso que poderá ser útil em outras unidades da Fiocruz”.

Os coordenadores da Fiocruz Ceará apresentaram os resultados alcançados em cada objetivo estratégico pactuado há dois anos: Objetivo Estratégico 01: Promover educação profissional e popular, com foco na consolidação do Distrito de Inovação em Saúde do Ceará e Fortalecimento do SUS; Objetivo Estratégico 02: Promover municípios-laboratório como estratégia para desenvolvimento territorial saudável, sustentável e participativo; Objetivo Estratégico 03: Promover estratégias para comunicação institucional, disseminação do conhecimento científico e popularização da Ciência; Objetivo Estratégico 04: Gerar tecnologias e soluções inovadoras para incorporação de produtos e serviços gerados pela Fiocruz Ceará no SUS e para o desenvolvimento social e territorial saudável e sustentável; Objetivo Estratégico 05: Estruturar a Fiocruz Ceará como como Instituição de Ciência Tecnologia inovadora e Objetivo Estratégico 06: Liderar implantação e desenvolvimento do Distrito de Inovação em Saúde do Ceará.

Diálogo e participação

Na manhã do segundo dia (8), os participantes, organizados em grupos de trabalho, puderam revisar as temáticas relacionadas ao planejamento nas suas áreas de atuação, reavaliando objetivo, estratégias, atividades e tarefas. O encontro foi encerrado no período da tarde, com discussões finais que consolidaram as contribuições dos grupos e reforçaram o compromisso institucional com a execução e o acompanhamento contínuo do Planejamento Estratégico 2024–2040. A iniciativa evidencia o esforço da Fiocruz Ceará em fortalecer sua atuação como polo de excelência em saúde pública, inovação e produção de conhecimento, alinhada às demandas do Sistema Único de Saúde e às necessidades da população.

Durante a programação, os participantes da Oficina realizaram uma manifestação de apoio ao debate sobre feminicídio zero “Por mulheres vivas, saudáveis e respeitadas”. A iniciativa integra as ações de mobilização da Fiocruz, em apoio ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo governo federal em 2026, para intensificar o combate à violência de gênero.

Avaliação

Carlos Reis destacou o viés “inovador” do sistema de monitoramento pelo aplicativo desenvolvido, considerando que ainda há ajustes a serem feitos. Cláudia Martins também parabenizou a comunidade da Fiocruz Ceará pelo comprometimento de acompanhar e aderir ao Planejamento Estratégico. “Sabemos a dificuldade de monitorar. Para continuarmos olhando para o futuro, temos que cuidar do presente sem esquecer o passado, com constância e disciplina. E esta etapa nos possibilita este exercício”, ressaltou.

Fábio Lamin considera que o processo do planejamento, com discussões e contribuições coletivas, é tão valioso quanto o documento final. “A Fiocruz Ceará será usada como exemplo de condução deste processo”, enaltece. O Coordenador-Geral de Planejamento Estratégico da Fiocruz destaca ainda que deve ser considerada também a avaliação qualitativa de impacto e se os objetivos vão gerar mudanças efetivas na vida da população.

Bruno Carvalho ratificou o destaque feito pelo Fabio Lamin e informou que “a CGDI e a área de Planejamento da Fiocruz Ceará vêm discutindo ações de avançar na análise e no monitoramento parcial qualitativo, fortalecendo ainda mais os indicadores”, ressaltou.

Carla Celedonio encerrou a avaliação ratificando que as alterações serão sistematizadas e apresentadas ao Conselho da Fiocruz Ceará para aprovação e elaboração do relatório final para maior transparência. Carla também sugere que, no próximo monitoramento, sejam convidados representantes de instituições parceiras, especialmente as que contribuíram no início do processo, para fortalecer o engajamento e a participação ampla da sociedade. “Tem sido gratificante acompanhar este processo e constatar que todos os objetivos estratégicos propostos têm sido devidamente trabalhados, com resultados práticos e relevantes para nossa sociedade. Agradecemos o engajamento e o comprometimento da comunidade da Fiocruz Ceará para com o processo e a valiosa colaboração da Cogeplan, ENSP e Presidência da Fiocruz. Sigamos juntos, avançando de forma colaborativa na construção de resultados sólidos e significativos”, ratifica.

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