Fiocruz Ceará leva ciência cidadã e valorização do bioma Caatinga a Monsenhor Tabosa e Santa Quitéria

Como parte da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), a Fiocruz Ceará realizou atividades na Aldeia Mundo Novo, em Monsenhor Tabosa, e no Assentamento Morrinhos, em Santa Quitéria. O objetivo das atividades realizadas com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi fortalecer o vínculo das comunidades com o bioma Caatinga, promovendo a preservação ambiental e a valorização dos saberes locais.

No dia 12 de novembro, na Aldeia Mundo Novo, estudantes da Escola Povo Caceteiro participaram de exposições dialogadas sobre o papel da ciência e da tecnologia na preservação ambiental e sobre Caatinga, Mudanças Climáticas e Vigilância Popular em Saúde. A programação incluiu demonstrações com drone para monitoramento ambiental e vigilância popular em saúde. Essas tecnologias foram aplicadas para mapear a vegetação e identificar as características do bioma Caatinga.

No dia seguinte, 13 de novembro, no Assentamento Morrinhos, em Santa Quitéria, estudantes das escolas Luiz Menezes Pimentel de Morrinhos e Abílio Mesquita Martins de Alegre Tatajuba participaram de atividades similares. Além das oficinas práticas, a programação destacou a metodologia de cartografia social, permitindo que os participantes identificassem elementos que promovem e ameaçam a saúde e a vida no território. Os mapas resultantes representaram a diversidade, as potencialidades e os desafios do bioma Caatinga, incentivando a reflexão crítica sobre o ambiente local.

A oficina “Meninas na Ciência”, realizada simultaneamente à cartografia social, destacou a importância da representatividade feminina na ciência. Jogos educativos como “No Rastro de Merit” inspiraram jovens estudantes, apresentando histórias de cientistas mulheres e incentivando a equidade de gênero nas áreas científicas. Essa iniciativa teve como objetivos despertar nos participantes a reflexão sobre o que é ser pesquisador e pesquisadora, e a percepção de que eles podem ser protagonistas em suas comunidades.

Além do impacto educacional, as atividades promoveram a valorização dos saberes locais. Para a pesquisadora da Fiocruz Ana Cláudia Teixeira, a interação e o diálogo entre o conhecimento científico e o conhecimento tradicional contribuíram para fortalecer o senso de pertencimento dos participantes aos seus territórios e para despertar um olhar investigativo sobre suas realidades estimulando-os a serem defensores ativos de suas riquezas naturais. “Ao integrar tecnologia, ciência e participação comunitária, conseguimos criar um espaço de aprendizado que valoriza tanto os aspectos culturais quanto os desafios ambientais dessas regiões. Essas iniciativas são uma ponte entre o conhecimento técnico e o saber das comunidades, essenciais para preservar e proteger o bioma Caatinga,” destacou Ana Cláudia.

Estiveram presentes nas atividades as autoridades: Antônio Valdenir Rabelo, da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação – CREDE 13; Antônio Sampaio de Sousa, da Prefeitura de Monsenhor Tabosa; Maria Silva Sampaio, da Secretaria de Cultura de Monsenhor Tabosa; Josevan Beviláqua Soares, da Secretaria de Saúde Indígena – SESAI; juntamente com os pesquisadores da Fiocruz Ceará, Ana Cláudia Teixeira; Fernanda Savicki; Fernando Carneiro; Ana Caroline Mendes; Ana Luísa Lisboa; e Eduardo Ruback.

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